DAS ARTES
DO SECRETARIADO EXECUTIVO
Como surge uma profissão, um campo
de trabalho na sociedade? Como ele se mantém, consolida-se, ganha respeito e se
diferencia no rol de tantas e tantas outras profissões? Resposta: com o tempo;
com o trabalho árduo e contínuo dos que a praticam; com o discurso, elaborado e
competente, sobre ele e suas práticas.
É a essa ação que se propõe este
“Secretariar é uma Arte”, que você, leitor@, tem agora nas mãos, e que lerá
pelos próximos dias. Um livro que é, ao mesmo tempo, um dicionário, um manual
de práticas profissionais, um compêndio reflexivo e um panfleto (no sentido de
exortação) em defesa dessa profissão, tão antiga quanto pouco prestigiada em
nossa sociedade.
Nele, caso você se detenha com
atenção, poderá ser lido que o secretariar é uma atividade que remonta à Idade
Antiga, capitaneada pelos escribas, e que atravessou todos os séculos,
silenciosamente mas sempre presente, fazendo-se necessária. E que, no Brasil,
somente foi reconhecida, oficialmente, em 30 de setembro de 1985, por meio da
Lei número 7.377. E ainda que as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso
de Secretariado Executivo, em nível de graduação, somente foram aprovadas em 11
de março de 2004. É, portanto, uma área milenar com uma regulamentação nacional
de apenas uma década. Contradições da profissão; contradições da sociedade.
Também ficará sabendo que
secretariar é muito mais que organizar a agenda do chefe e deletar os e-mails
que poderão fazê-lo perder tempo. Muitos dos artigos trazem o novo perfil do
profissional de Secretariado, seja homem ou mulher (outra desconstrução
histórica), hoje muito mais voltado para a gestão da informação (em Português,
Inglês, Espanhol ou qualquer outra língua que se faça necessária), editoração
de documentos corporativos, gerenciamento de rotinas, habilidades
inter-relacionais e organização de demandas internas e externas da organização
em que ele ou ela trabalha.
Algo muito maior do que o velho
estereótipo de moça pura, bela e afeita aos caprichos amorosos dos patrões,
situação que, inclusive, faz parte do cancioneiro nacional, como provam as
músicas “Anúncio de Jornal”, na voz de Júlia Graciela e “Secretária”, na de
Amado Batista.
Por fim, o conjunto desses artigos,
escritos por secretárias e secretários executivos, formados pela Faculdade
Atenas Maranhense, juntamente com professores que fazem parte do quadro daquele
curso, propõe uma reflexão sobre o novo olhar que se precisa ter sobre essa
profissão e, assim fazendo, empunha a bandeira de que ela é não somente
importante como perfeitamente integrada às novas exigências do mercado de
trabalho – global, competitivo, poliglota, altamente tecnológico e
inter-relacional. Com a formação que o curso proporciona, seus profissionais
estão aptos a ocupar, de maneira honrosa e segura, um lugar neste mercado de
trabalho; a efetivar as competências necessárias para contribuir com as rotinas
administrativas das organizações em que trabalham, na sua área específica; a
fazer, com o seu desempenho diário, a defesa, prática e teórica, da profissão
que abraçaram, com orgulho, dignidade e talento.

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