segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Resenha:


DAS ARTES DO SECRETARIADO EXECUTIVO

 

Como surge uma profissão, um campo de trabalho na sociedade? Como ele se mantém, consolida-se, ganha respeito e se diferencia no rol de tantas e tantas outras profissões? Resposta: com o tempo; com o trabalho árduo e contínuo dos que a praticam; com o discurso, elaborado e competente, sobre ele e suas práticas.

É a essa ação que se propõe este “Secretariar é uma Arte”, que você, leitor@, tem agora nas mãos, e que lerá pelos próximos dias. Um livro que é, ao mesmo tempo, um dicionário, um manual de práticas profissionais, um compêndio reflexivo e um panfleto (no sentido de exortação) em defesa dessa profissão, tão antiga quanto pouco prestigiada em nossa sociedade.

Nele, caso você se detenha com atenção, poderá ser lido que o secretariar é uma atividade que remonta à Idade Antiga, capitaneada pelos escribas, e que atravessou todos os séculos, silenciosamente mas sempre presente, fazendo-se necessária. E que, no Brasil, somente foi reconhecida, oficialmente, em 30 de setembro de 1985, por meio da Lei número 7.377. E ainda que as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Secretariado Executivo, em nível de graduação, somente foram aprovadas em 11 de março de 2004. É, portanto, uma área milenar com uma regulamentação nacional de apenas uma década. Contradições da profissão; contradições da sociedade.

Também ficará sabendo que secretariar é muito mais que organizar a agenda do chefe e deletar os e-mails que poderão fazê-lo perder tempo. Muitos dos artigos trazem o novo perfil do profissional de Secretariado, seja homem ou mulher (outra desconstrução histórica), hoje muito mais voltado para a gestão da informação (em Português, Inglês, Espanhol ou qualquer outra língua que se faça necessária), editoração de documentos corporativos, gerenciamento de rotinas, habilidades inter-relacionais e organização de demandas internas e externas da organização em que ele ou ela trabalha.

Algo muito maior do que o velho estereótipo de moça pura, bela e afeita aos caprichos amorosos dos patrões, situação que, inclusive, faz parte do cancioneiro nacional, como provam as músicas “Anúncio de Jornal”, na voz de Júlia Graciela e “Secretária”, na de Amado Batista.

Por fim, o conjunto desses artigos, escritos por secretárias e secretários executivos, formados pela Faculdade Atenas Maranhense, juntamente com professores que fazem parte do quadro daquele curso, propõe uma reflexão sobre o novo olhar que se precisa ter sobre essa profissão e, assim fazendo, empunha a bandeira de que ela é não somente importante como perfeitamente integrada às novas exigências do mercado de trabalho – global, competitivo, poliglota, altamente tecnológico e inter-relacional. Com a formação que o curso proporciona, seus profissionais estão aptos a ocupar, de maneira honrosa e segura, um lugar neste mercado de trabalho; a efetivar as competências necessárias para contribuir com as rotinas administrativas das organizações em que trabalham, na sua área específica; a fazer, com o seu desempenho diário, a defesa, prática e teórica, da profissão que abraçaram, com orgulho, dignidade e talento.

 

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