LIVRO É UMA
BOA COMPANHIA
Vi
esta frase no Facebook da Helena Frenzel, uma amiga virtual, maranhense que
mora na Alemanha e edita livros
eletrônicos (e-books): “Um livro é melhor companhia do que uma má pessoa”. Era
isso ou algo assim. A afirmação me fez lembrar o contato que eu já tive com
muitos autores, com muita gente boa. E o tempo que eu ganhei.
Livros
são, de fato, uma boa companhia. E são muito úteis para a vida prática. Mesmo
um livro ruim é uma companhia boa – pois pode ter certeza de que ele, na sua
ruindade, alguma coisa vai lhe acrescentar. Nem que seja o reforço do hábito de
ler.
Quando
você lê, uma série de benefícios lhe vai ser proporcionada. Por exemplo: a) vai
lhe permitir incorporar vocabulário; b) incorporar a estrutura da língua, sem
ter que ficar decorando regras de gramática, quase sempre desconectadas do seu
contexto e da sua conjuntura; c) desenvolver o seu senso de percepção abstrata
– pois o cérebro vai ter que entrar em ação e criar as imagens que as palavras
evocam, com as sensações que vêm imbricadas nelas; d) refinar a sua capacidade
narrativa, descritiva e dissertativa – enfim, a sua capacidade de redigir em
geral; e) proporcionar-lhe conhecer outras culturas; e) permitir-lhe “viajar”
para outros lugares e outros tempos – até outros mundos; f) enfim, fazer-lhe travar
contato com ideias, parecidas ou diferentes, das suas, mas em geral bem
elaboradas, porque passaram pela maturação da escrita.
Livros
também ficam para a vida inteira. Nunca me esqueci do impacto que sofri,
positivamente, ao ler, aos 17 anos, o Dom Casmurro, de Machado de Assis – que
história linda, que forma distinta de narrar, que força na construção daqueles
cenários, daquelas personalidades. E que mulher impecavelmente construída
aquela Capitu. A mesma sensação eu tive ao travar contato com Vidas Secas, de
Graciliano Ramos, na sua crueza severa. E igualmente, já recente, quando
conheci José Saramago, por meio do seu singular livro Ensaio sobre a Cegueira. Bem
antes disso tudo, lembro do impacto que Fernão Capelo Gaivota, de Richard Back,
me causou. Bem antes ainda, a beleza açucarada de Poliana Menina, de Eleanor H.
Porter, ou de O Estudante, de Adelaide Carraro...enfim, livros ficam para a
vida toda, bons ou maus. Os bons, é claro, nos fazem um bem melhor.
Gosto
do calor humano. Gosto de conversar com gente. E se essa gente tiver um livro
na mão – ou no computador, no celular, no tablet, em qualquer plataforma, enfim
– melhor ainda.

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