COMPETÊNCIA TEXTUAL PARA
QUÊ?
Ei, você: lembra-se daqueles livros chatos que o professor de Português
passava todos os anos para você ler e fazer aqueles resumos e comentários mais
chatos ainda? E daquelas redações que ele pedia e que você sempre dava um
jeitinho de não entregar – afinal, por que perder seu precioso tempo tentando
encontrar títulos para temas como Meio ambiente: ameaça e sobrevivência
ou Juventude e construção de um novo amanhã etc etc etc? E daquelas
famosas apresentações de História que culminavam com a produção de um trabalho para
entregar que você detestava e tinha vontade de matar quem inventou
aquilo... Pois é, saiba que essas sensaborias todas, juntas, serão as grandes
responsáveis pelo seu sucesso profissional, qualquer que seja a carreira que
você escolher seguir.
Quem lê, quem foi acostumado ao
convívio com os livros tem maior capacidade de reter e selecionar informações,
de analisá-las, criticá-las e funcionalizá-las – pelo simples fato de que,
durante toda a vida, acostumou-se a fazer isso. Quem lê tem mais vocabulário do
que quem lê pouco ou não lê – e isso faz uma enorme diferença em processos
seletivos para estágios, trainees ou empregos, por exemplo. Quem lê tem menos
dificuldade para enfrentar os desafios de uma nova atividade: um novo emprego,
um novo cargo caído do céu por descuido, uma nova equipe de trabalho, um
novo projeto, um relatório mastodôntico de última hora para entregar no dia
seguinte!...
Na outra ponta deste processo de formatação do profissional do mundo
das tecnologias de informação está o complemento da leitura, sua cara-metade,
seu ato-contínuo: a escritura. Quem lê mais escreve melhor! Não existe fórmula
mágica para aprender a escrever. Escrever nada mais é do que pôr no papel (isto
hoje em dia já virou quase uma catacrese!) o acúmulo de informações oriundas da
leitura. Quem lê retém informação; quem escreve
a distribui. Analise a produção textual de duas pessoas, uma com prática
de leitura e outra sem prática e, sem saber quem são, tente comparar os
resultados. Se você for leitor, saberá que aquele texto mais bem escrito (e,
quase sempre, mais consistente, mais coeso, mais concatenado) é daquela que
teve a companhia das letras por maior tempo. Quem lê, além de escrever o que
retém, também aprende a escrever melhor, pelo simples fato de estar sempre em
contato com textos, em geral, bem construídos, elegantes, comunicativos. É a
velha aplicação do ditado dize-me com quem andas...
Leitura e escritura,
juntas, vão ser fundamentais para construir (e mais do que isso, consolidar) o
profissional do presente e do futuro. E não há máquina ou tecnologia que
substitua a redação humana, pelo simples fato de que somente ao homem é dada a
primazia de arranjar as palavras de um jeito todo particular, que é o que vai
tornar um texto belo... e diferenciado.
Nem a tecnologia substituirá a leitura verbal ou a redação. A internet
está aí mesmo para mostrar que, para o bem da humanidade, as pessoas escrevem e
leem cada vez mais.
A boa escritura deixou de ser obrigatoriedade daquelas pessoas com o
dom de escrever. Hoje o arquiteto, o médico, o professor de qualquer área,
o administrador, o físico, o empresário, o artista... todos precisam,
visceralmente, escrever bem. Afinal, como fazer relatórios, aulas, contratos, projetos,
documentação oficial e empresarial sem uma boa redação? Não espere do
computador. Ele, no máximo, fará para você uma parca (e porca) revisão
gramatical.
Acorde! Entenda que a leitura e a boa escritura são ingredientes
fundamentais para a sua sobrevivência nesta selva que se chama mercado de
trabalho. Que se você não souber fazê-las bem alguém ao seu lado saberá e
tentará ganhar o seu lugar por isso. Que quem não lê não se comunica que preste
e quem não sabe escrever não esconde essa incapacidade por muito tempo. E isso
tudo não são hipérboles...
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